Well, o tempo passa. Como eu me lembro de ter dito, no primeiro post desse blog, o tempo, que é ao mesmo tão longo e tão curto, está passando.
Hoje, dia 29 de Junho de 2012, completo um terço do intercâmbio. Um bom momento para parar um pouco, sentar, refletir, tirar o saldo desses três meses e alguns dias de intercâmbio. 115 dias na Alemanha, nesse país que eu sempre quis visitar, morar, ou conhecer. E depois desse tempo aqui, posso dizer com certeza que o período de adaptação já passou. Já houveram momentos de crise, de saudades, de decepções, de querer voltar, mas também de descobertas, felicidades, todos esses necessários e naturais a esse período. Agora já tenho uma rotina estabelecida com a faculdade e atividades secundárias, como curso de alemão, academia, por exemplo. Perguntas tradicionais: e a cultura? e a língua? e a faculdade? e o clima?
É muito cedo para responder todas elas. Claro, já tenho um conhecimento básico da língua, um contato com a cultura, e um semestre em andamento na faculdade, mas seria precipitado ter uma opinião formada sobre tudo isso, quase um "pré-conceito". Não posso julgar o clima, sem passar por pelo menos um inverno. Tampouco o sistema universitário, sem ter nem mesmo um semestre completo. Mas a cada dia, vou conhecendo cada vez mais este país, esperando que ao final de um ano, ao fechar um ciclo, tenha agregado o suficiente para ter um ponto de vista formado. Não significa que a Alemanha é do jeito que eu falar, mas vou poder dizer, do meu simples ponto de vista, pelo quê eu passei.
Mas um ponto interessante é o fato de eu já ter feito um intercâmbio. Abre possibilidades de comparar atitudes, hábitos, culturas, línguas, e até mesmo a influência de um aspecto sobre o outro. Além, é claro, da experiência do intercâmbio em si, que ajuda na hora de lidar com alguns sentimentos e com situações do dia a dia.
Se eu estou gostando? É claro que eu estou. Mas há espaço (e muito) para melhorar. Infelizmente não é possível abraçar o mundo, ir em todos os lugares, fazer tudo, e se dedicar cem por cento em todas as áreas. Toda escolha implica que você deixou a(s) outra(s) opções de lado. E é claro que tudo poderia ser diferente. Viver é fazer escolhas, a cada momento, a cada gesto. Qual é a escolha certa é difícil de dizer, senão impossível. A nossa moral deve nos guiar, e devemos aprender com as consequências das nossas esolhas, fechando o ciclo, buscando sempre ser uma pessoa melhor. Portanto, não se arrependa de nada que você fez. No fim das contas, elas são apenas pedaços de quem as fez: você.
"Não reclame, nem se faça de vítima. Antes de tudo, analisa e observa. A mudança está em tuas mãos. Reprograma tua meta, busca o bem e você viverá melhor. Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.”
(Chico Xavier)
Liebe Grüße,
Guilherme